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Ao Dr. Ignaz Tauber


Winterthur, 13 de março de 1953.

 

Prezado colega!

Desculpe o meu atraso. Já deveria tê-lo informado há mais tempo. O Convenal teve bom efeito. Devido a um sonho abandonei completamente o fumo há cinco dias (1). A última queda do barômetro, dois dias atrás, não me afetou. Espero agora pela próxima. A nevada teria sido ideal em outras ocasiões. Dê minhas saudações especiais à sua esposa. Agradeço a sua carta. Por enquanto estou ainda de péssimo humor. O que fariam os deuses sem um sacrifício de fumar?

Estou razoavelmente bem. Saudações cordiais de C. G. Jung.

 

(1)No dia 04 de fevereiro, Jung havia escrito ao Dr. Tauber: “Por certo tempo observei fielmente as rigorosas prescrições de abstinência, até que minha impaciência me levou novamente a algumas cachimbadas. Dos dois males pareceu-me ser o cachimbo o menor...”

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