Prezada Srta. Oakes, 11 de fevereiro de 1956. Li sua meditação sobre a pedra com muito interesse. Seu método de leitura da mensagem é adequado e, neste caso, o único que produz resultados positivos. A senhora entende a pedra como uma declaração sobre um mundo mais ou menos ilimitado de imagens-pensamento. Concordo plenamente com seu ponto de vista. Pode-se ler os símbolos dessa maneira. Quando esculpi a pedra, porém, não pensei. Apenas dei forma ao que vi em sua superfície. Às vezes, a senhora se expressa (no manuscrito) como se meus símbolos e meu texto fossem uma espécie de confissão ou crença. Assim, parece que eu estava me aproximando da teosofia. Na América, em particular, sou culpado pelo meu suposto misticismo. Já que não afirmo de forma alguma ser o feliz proprietário de verdades metafísicas, preferiria muito mais que você atribuísse aos meus símbolos a mesma hesitação que caracteriza sua tentativa explicativa. Veja bem, não tenho convicções religiosas ou de qualquer outr...
Prezado Sr. Watson, 9 de fevereiro de 1956 O senhor certamente está tocando em um fato importantíssimo ao começar a questionar a coincidência de uma dedução puramente matemática com fatos físicos, como a sectio aurea (a sequência de Fibonacci). (1) Minha fonte o chama de Fibonacci, não -nicci. Ele viveu entre 1180 e 1250) e nos tempos modernos as equações que expressam a turbulência dos gases. Não se maravilhou o suficiente com esses paralelismos. É bastante óbvio que deve existir uma condição comum ao corpo em movimento e ao “movimento” psíquico, mais do que um mero corolário ou consectarium lógico. (2) Eu a chamaria de corolário irracional (acausal) da sincronicidade. A sequência de Fibonacci é autoevidente e uma propriedade da série dos números inteiros, e existe independentemente de fatos empíricos, assim como a periodicidade de uma espiral biológica ocorre sem a aplicação de raciocínio matemático, a menos que se assuma uma disposição igual na matéria viva, bem como na me...