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Ao Dr. Josef Rudin


Zurique, 01 de outubro de 1954.

 

Prezado doutor,

Receba meu caloroso agradecimento pelo amável envio de seu interessante ensaio sobre a liberdade (1).

Devido ao desenvolvimento do pensamento científico, especialmente no campo da física, mas também agora na psicologia, tornou-se claro que a “liberdade” é um correlato necessário à natureza puramente estatística do conceito de causalidade. Ela cabe particularmente bem na categoria das coincidências significativas de que falo em meu ensaio sobre a sincronicidade. A liberdade poderia ser colocada em dúvida somente por causa da supervalorização unilateral da causalidade, que foi elevada a axioma, ainda que – estritamente falando – ela nada mais seja do que um modo de pensar.

Com elevada consideração,

C. G. Jung.

 

(1)J. Rudin, “Die Tiefenpsychologie und die Freiheit des Menschen”, Orientierung, nº 16, 31 de agosto de 1954, p. 169-173.

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